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Medicina do Trabalho 6Saúde ocupacional em Goiânia

Audiometria tonal e vocal em Goiânia: quando o audiograma simples não basta

Ouvir um apito na cabine é uma coisa; entender o que o encarregado diz no meio da obra é outra. A audiometria tonal e vocal junta as duas medidas e ajuda o médico do trabalho a descobrir de onde vem uma perda auditiva. Realizamos o exame para empresas de Goiânia e região metropolitana, integrado ao PCMSO.

Duas perguntas diferentes sobre a mesma audição

A parte tonal responde: qual é o som mais fraco que esta orelha percebe em cada frequência? Ela é feita por via aérea, com fones, e por via óssea, com um vibrador apoiado atrás da orelha. Comparar as duas vias mostra se o problema está no caminho que o som percorre até o ouvido interno ou no próprio ouvido interno e no nervo auditivo.

A parte vocal responde a outra pergunta: com que intensidade a pessoa começa a reconhecer palavras e quantas delas ela entende corretamente? Duas pessoas com audiogramas parecidos podem compreender a fala de maneiras bem diferentes, e é isso que conta na hora de seguir uma instrução de segurança ou ouvir um alarme verbal.

Situações em que o médico costuma pedir

  • Alteração em exame de rotina: quando a audiometria ocupacional mostra queda em relação à referência e é preciso entender a causa antes de concluir.
  • Suspeita de causa não ocupacional: otites antigas, cera, perfuração de tímpano ou uso de certos medicamentos podem produzir perdas com perfil diferente do induzido por ruído.
  • Funções que dependem de comunicação: operadores que recebem comandos por rádio, sinaleiros de guindaste ou equipes de atendimento em ambiente barulhento.
  • Discussões sobre nexo: um registro auditivo mais completo dá base técnica quando a empresa precisa analisar a relação entre a perda e o trabalho.

Etapas do atendimento

  1. Entrevista breve sobre zumbido, tontura, infecções de ouvido, ruído fora do trabalho e uso do protetor auricular.
  2. Inspeção do conduto auditivo para afastar obstruções que distorçam o resultado.
  3. Pesquisa dos limiares tonais por via aérea e, quando indicado, por via óssea, com mascaramento da orelha oposta se necessário.
  4. Testes de fala: o colaborador repete palavras apresentadas em diferentes intensidades.
  5. Registro do resultado para avaliação do médico do trabalho e inclusão no prontuário ocupacional.

Chegue com o ouvido em repouso: exposição recente a barulho forte pode deslocar temporariamente os limiares e mascarar a situação real. As instruções de preparo são repassadas no agendamento.

Como o resultado ajuda a decidir

Se o padrão aponta para um problema de condução, por exemplo, o caminho costuma ser encaminhar o colaborador para investigação clínica, e não mexer no protetor auditivo. Se o perfil é compatível com exposição a ruído, o médico pode recomendar revisão do Programa de Conservação Auditiva, troca do tipo de protetor ou reavaliação do setor. Em ambos os casos, a decisão sobre aptidão continua sendo clínica e considera a função exercida.

Por que realizar a audiometria tonal e vocal com a Medicina do Trabalho 6

O exame é feito dentro do mesmo fluxo dos demais exames complementares, e o histórico de audiogramas da pessoa fica disponível para quem vai concluir o ASO. Assim, a empresa não recebe só um papel com números: recebe uma conclusão que leva em conta a trajetória auditiva do colaborador e o risco real da função.

Perguntas sobre audiometria tonal e vocal

Qual a diferença para a audiometria ocupacional de rotina?

A rotina acompanha os limiares de quem trabalha com ruído ao longo do tempo. A versão tonal e vocal é mais completa: acrescenta a via óssea e os testes de fala, o que ajuda a esclarecer a origem de uma alteração.

O exame dói ou exige algum procedimento invasivo?

Não. O colaborador apenas sinaliza quando ouve os tons e repete as palavras que escuta. O vibrador da via óssea encosta de leve atrás da orelha.

A empresa pode pedir o exame por conta própria?

Pode solicitar a avaliação, mas a indicação dentro do controle médico ocupacional parte do médico responsável pelo PCMSO, que considera a função e o histórico do colaborador.

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